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sábado, 20 de março de 2021

1 ano de Corona Crash - E o cenário atual: início de alta de juros

Mais de 1 ano desde que o mundo parou.

Ainda estamos nessa luta tentando sobreviver no meio dessa loucura

Mas seguindo o foco do blog vamos lembrar os vários circuit breakers ocorridos neste mesmo mês do ano passado.

Foram 6 ocorridos em 8 pregões, sendo que os piores dias de março foram:

  • 9: -12,2%
  • 11: -7,6%
  • 12: -14,8%
  • 16: -13,9%
  • 18: -10,3%

Lembro muito bem do dia 19/3/2020, início do lockdown onde moro. Vendi boa parte do que tinha em Tesouro IPCA para aportar em ativos de renda variável nessas quedas. 

Me planejei nos dias anteriores e passei a manhã desse dia realizando as operações. Essa postagem do ano passado resume bem o que fiz na época.

Vimos empresas excelentes como WEGE chegar a R$32. Hoje passa dos R$70. Mas claro que temos também casos como o de CIEL3 que chegou a R$4 nesse período e hoje flerta com os R$3,50.

Hoje os aportes em ativos de RV locais são bem mais calculados pois a margem de segurança não é tanta e a situação fiscal do país preocupa.

Deixei guardada essa sequência de prints de alguns ativos da CZB para relembrar a loucura que foram aqueles dias, no auge do corona crash.

09/03/2020


10/03/2020

11/03/2020

12/03/2020

13/03/2020

Uma das conclusões que tirei desses dias foi que quem não suporta ver tantas quedas no seu patrimônio talvez não deveria investir em renda variável, sob o risco de vender no desespero e perder muito dinheiro.

Não vendi nenhuma posição nessa época. Na verdade só não aportei em BRFS e VLID pois são as 2 que pretendo sair um dia.

Em relação aos FIIs, mesmo eles sendo menos suscetíveis à volatilidade, também ocorreram quedas enormes. Peguei BCFF11 a R$54,40 nessa época, sendo que hoje negocia próximo aos R$90. Nesse post eu tratei sobre o impacto do Corona Crash na CZB-FIIs também.


CENÁRIO ATUAL

Tivemos na última reunião do COPOM o aumento dos juros para 2,75% e já anunciado um aumento seguinte de mais 0,75% na próxima reunião.

Considero que o BC tem feito um bom trabalho até então mas muitos criticaram essa redução e manutenção de juros a 2% por tanto tempo.

Só o tempo dirá se o BC cometeu um grande erro ao fazer isso. Eu acho que ele agiu em tempo.


O mais importante ao comprar títulos de um país: yield (rendimento) e crescimento. Não temos nenhum dos dois hoje, e muito risco. O Brasil está muito longe de ser um país que pode se dar ao luxo de ter uma taxa de juros tão baixa e com juros reais (ao descontar a inflação) negativos.

O mais louco é que o mercado financeiro recebeu bem a notícia de uma alta de juros. A explicação é que o que realmente importa para ativos de renda variável não é a Selic atual, mas sim a taxa longa (de vários anos a frente) pois é essa que é usada nos cálculos de projeções e foi ela que começou a baixar após esse aumento da Selic.

Além disso a alta na Selic deve pressionar a cotação do dólar pra baixo, o que também vai ajudar a conter a inflação.

E a inflação tá TENSA...

A alta nos juros era certa. O mandato do BC é de comprometimento com o controle inflacionário, ao contrário dos EUA, que além disso precisa fomentar a redução do desemprego.

Mas acho que o que fez o BC aumentar 0,75% (e não os 0,5% que todos esperavam) já anunciando a próxima foi essa alta súbita nas taxas de juro americanas longas. O timing para essas ações é algo crítico, basta ver o que ocorreu em gestões anteriores do BC.

Se os juros americanos sobem, o Brasil e outros países precisa acompanhar. É fato.

E por que as treasures americanas longas subiram tanto?

Os USA deve voltar aos níveis pré-pandemia já no inicio do ano que vem graças a vacinação em massa (#invejabranca). 

Estima-se que em 2 anos apenas para recuperar os níveis de emprego sendo que na ultima grande crise  isso demorou uns 10 anos. Com a perspectiva de economia pujante a expectativa de inflação aumenta e com isso o motivo dos juros longos.

Apesar de Jerome Powell afirmar que ainda não há esse pensamento. Mas sem ele admitir está assim, imagina com a anuência dele.

E por fim é bom lembrar que com a alta dos juros, as dívidas soberanas ficam mais caras.

E foi assim que essas dívidas estavam ao final de 2020: Os EUA fecharam com 135% de dívida sobre PIB. Japão com 225%. China com 285%. Itália com 158%. Brasil com 90%.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Quais as reais chances de privatização?

Trabalho desde 2005 numa empresa pública de TI chamada Serpro, que consta na lista de privatizações, portanto o meu e o dos meus colegas de trabalho está na reta.

Mas como falei no post anterior foi necessário um pouco de coragem para cutucar esse vespeiro, portanto segue o disclaimer:

1) Pode parecer óbvio mas reforço que muitas coisas aqui são somente a minha opinião

2) Vou tentar ao máximo não fazer juízo de valor de político X ou Y, mas somente analisar os fatos sob meu ponto de vista, da forma que entendo como o mundo e o Brasil funcionam

3) Você tem todo direito de discordar dessa opinião (e isso é ótimo!) mas se o fizer nos comentários por favor tenha um mínimo de respeito



A VOLTA DO PLANO DE PRIVATIZAÇÕES

Já faz alguns anos que esse assunto vem entrando cada vez mais na pauta, algo natural tendo em vista a base em que se elegeu o atual governo, com uma pegada mais liberal. Se dependesse apenas do poder executivo praticamente tudo que fosse possível já estaria privatizado.

No começo se falava que só as estatais deficitárias seriam privatizadas para não agravar ainda mais as contas públicas tendo em vista que dependem de dinheiro da União. Depois falaram que as estatais lucrativas também seriam ótimas de vender pois são mais atrativas. 

Então me lembrei de algo bem óbvio que quando você quer fazer algo arruma um motivo e quando não quer arruma uma desculpa.

Quem já leu o que escrevo sabe que não sou a favor de intervenção estatal em excesso, mas é óbvio que sou contra a tudo que possa vir a prejudicar a qualidade do meu emprego e portanto não gostaria de ver a privatização dela. 

Tão óbvio quanto isso é que a minha opinião não vale de muita coisa no que o futuro reserva, mas este espaço aqui serve pra eu escrever o que penso para quem quiser ler.

O futuro da empresa que trabalho obviamente me preocupa, mas já faz um tempo que decidi tentar esquentar menos e entender melhor o cenário atual e o que pode vir por aí.

Zé Batalha analisando a situação e olhando para o futuro


O QUE OS FATOS RECENTES APONTAM

A vitória do governo na presidência da câmara e senado proporciona uma maior articulação política e com isso aumenta consideravelmente as chances de aprovação dos seus projetos, dentre eles as privatizações.

No que tange as empresas de TI, tivemos o recente posicionamento do STF que também ajuda a aumentar as chances de privatização. A decisão dispensa uma lei específica o que torna o processo bem mais simples.

Destacarei alguns trechos de uma entrevista que ouvi recentemente com o secretário de desestatização atual, Diogo Mac Cord, no podcast da Gazeta do Povo. Ele claramente afirma estar otimista com as privatizações, como não poderia deixar de ser na sua função.

Ele aponta um maior foco no projeto de privatização da Eletrobrás, que por sinal é a única privatização presente nos 35 projetos prioritários entregues pelo governo ao congresso.

Também é comentado que o senado hoje parece só ter interesse em aprovar a privatização da Eletrobrás com golden shares e o secretário é contra pois isso reduziria o valor de venda da empresa, sinal de uma posição que pode servir para outras estatais também.

Os próprios presidentes da câmara e senado não colocam a privatização como prioridade neste momento, mas sim aprovar o orçamento e medidas na luta contra a pandemia. 

Além disso, vejo autonomia do banco central, reforma tributária, administrativa, entre alguns outros projetos que devem ser tratados com maior importância que as privatizações. 


O CASO DAS ESTATAIS DE TI

Na entrevista, o secretário também foi muito claro ao dizer que as estatais de TI ainda estão em estudo. Preferiu não garantir nada ainda.

Até 30 de junho sai algo que creio que vai ser um divisor de águas de toda essa história: um diagnóstico completo de todas as estatais do governo e daí a conclusão do que deve ser privatizado/fechado ou não e os possíveis modelos.

O que não for privatizado a ideia é fazer o possível para deixar a estatal mais eficiente, focando em resultados, corte de custos, etc. Algo que eu particularmente já vejo sendo feito no Serpro e em outras estatais.

 

AS REAIS CHANCES

Desde o governo FHC creio que nunca tenha havido um cenário tão favorável para a aprovação de privatizações. 

Apesar das chances serem maiores a cada dia, não é algo tão simples de se fazer e o que tiver de acontecer não ocorre de um dia para o outro. 

O governo FHC obteve sucesso nesse aspecto. Chegou com a moral de ter criado o Plano Real, que resolveu um problema de muitos anos de inflação. Isso o fez ganhar muito apoio. 

O cenário hoje é diferente. E cada caso é um caso. Não é porque se conseguiu privatizar a empresa X que é garantia que a Y, Z e W o serão também.


AS MINHAS APOSTAS

O funcionalismo público tem um peso muito forte no congresso. O "Centrão" nunca foi liberal nem a favor do estado mínimo. Sempre foi importante para eles ter estatais para colocar os seus. 

As privatizações podem encarar resistência pois esses congressistas não querem perder sua influência em algumas estatais.

Creio que isso vem mudando aos poucos mas ainda temos muito dessa cultura. Ideias liberais nunca foram muito bem recebidas no país nem no congresso. Dentro do próprio governo há pessoas que só são liberais no discurso.

Também aposto que nesse não mandato presidencial pouca coisa deve ocorrer. 2022 já está bem aí. Além das coisas correrem devagar no Brasil, em ano de eleição pouca coisa acontece normalmente.

Em relação às estatais de TI

A minha aposta tendo em vista as características de Serpro/Dataprev é que ocorra no máximo uma abertura de capital, algo parecido com o que temos hoje na Telebrás. Eu ainda pago pra ver uma privatização completa.

Há particularidades em relação às estatais de TI que dificultam o processo tais como questões legais, confidencialidade de dados governamentais, entre outras.

Mas aí podemos questionar: abrir capital é privatizar? Pode ser, mas se for analisar por esse aspecto o BB está privatizado faz um século. Enquanto o controlador for o governo não acho que mude tanta coisa assim.

Outra coisa: ao contrário de outras estatais, não vejo como algo tão simples encontrar compradores. Ao contrário dos setores de energia e saneamento que enquanto você lê isso deve ter alguma sendo privatizada no mundo. Já é um modelo bem conhecido e utilizado.

Na verdade não vejo nem um caso parecido nessa área de TI, talvez o da Datamec, mas ela era muito menor que o Serpro.
 
Há boatos de big techs como Amazon ou Google que poderiam comprar as estatais de TI, mas basta analisar os modelos de negócios dessas empresas pra ver que não faz o menor sentido comprar, só se for pra fazer o mal mesmo...
 
A Ceitec já está bem encaminhada e essa eu aposto que nessa eles consigam fazer algo, mas é uma empresa muito pequena. Não dá pra comparar com o tamanho e importância de Serpro e Dataprev.


MAS SEMPRE É BOM LEMBRAR QUE...

Em 20 minutos tudo pode mudar, inclusive a minha visão... o congresso pode fazer um daqueles "acordos" e resolver começar a privatizar tudo o que for possível. 

Acho que todos nós sabemos como as coisas funcionam nesse país.

Só Deus sabe o que vai acontecer. Posso estar completamente errado na minha análise, mas essa é a minha visão hoje. Só resta aguardar...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Expectativas 2021 para o Mundo, Brasil e o Zé Batalha

Previsões servem pra pouca coisa. No final se você acerta as pessoas te acham incrível, mas a verdade é que não passa de sorte, pois são tantos eventos possíveis que nenhum ser humano tem esse poder de adivinhar por competência. 

Quem poderia prever o que aconteceu num ano louco como 2020? E já tem muitos tentando prever quanto vai bater o IBOV ou a próxima crise que claro, pode acontecer.

De qualquer forma acho importante ter ao menos um mínimo de planejamento. É o que tento fazer, mas tenho ciência da força do acaso, o que por sinal me faz lembrar um livro bacana que li ano passado: O andar do bêbado.

Então vamos lá. Ciente de tudo que já falei até então, ou seja, que nada disso pode acontecer, tratarei agora das expectativas para este ano, tendo em vista os fatos atuais.

CENÁRIO NACIONAL E MUNDIAL

Após tantas previsões que uma crise hedionda chegaria, finalmente surgiu uma mas não foram os déficits globais nem os juros negativos que todos esperavam. Estes só ficaram maiores. 

Nos EUA, temos indicadores hoje similares ao da crise das “.com” em 2000. O que não quer dizer que estamos em outra bolha pois tudo hoje é bem diferente: empresas de tecnologia já dão ótimos resultados há um bom tempo.

Você só sabe que existe uma bolha depois que ela estoura. Muitos falam isso porque não entraram no ativo enquanto observam ele subir demais.

A resposta pra todos os problemas já faz décadas é baixar os juros. Mas acho que chegamos num limite.

As expectativas de volta do crescimento se confundem com os riscos de crise de endividamento mundial. Nos EUA a Dívida/PIB saiu de 73% em 2008 para mais de 100% em menos de 10 anos. Tudo isso bem antes da pandemia.

Apesar dos keynesianos falarem que "no longo prazo todos estaremos mortos", aqui no Brasil creio que o risco de problemas por endividamento é ainda maior.

Sobre endividamento, eu fico com a pureza da resposta das crianças...

No Brasil

Há uma expectativa de retomada econômica, como não podia deixar de ser tendo em vista a acentuada queda que ocorreu em 2020. Mas uma retomada não quer dizer uma recuperação, pois para voltar aos melhores níveis que já tivemos deve demorar muito mais.

Acho que inflação não assusta tanto assim. As pressões inflacionarias devem cair com o desemprego e o fim dos estímulos, se é que eles vão ocorrer logo, pois há chances deles se estenderem por mais alguns meses. 

Isso por conta da continuidade da gravidade da pandemia, o que pode fazer tais estímulos serem necessários para a população mas vai fazer a dívida crescer ainda mais.

O BC abandonou o forward guidance, logo juros devem subir este ano para conter a inflação, mas acho que patamares de 2 dígitos ainda são bem improváveis.

Por conta disso acho difícil ver a bolsa render menos que a renda fixa no longo prazo. Se as empresas voltarem a ter crescimento de lucros, serão mais rentáveis que os juros e com isso as ações serão mais rentáveis que o CDI a longo prazo

Ativos promissores para 2021

Uma aposta quase unânime dos profissionais para o ano que vem é a alta das commodities, puxada pelo retorno do crescimento chinês, algo que pode beneficiar os emergentes, e portanto o Brasil. VALE saiu de R$60 em novembro passado para perto de R$100 esses dias.
 
Imóveis também tem boas chances de valorizar. Juros baixos e uma grande oferta ao crédito pelos grandes bancos, tendo em vista que é uma das formas deles ganharem mais dinheiro agora. Se os juros se mantiverem baixos esse movimento deve ir longe.

Ações de bancos e outros ativos mais seguros que não se valorizaram tanto em 2020 também podem entrar nessa festa. Isso explica muito das valorizações recentes na nossa bolsa.
 
Na CZB-Ações: VALE3, EZTC3 e ITUB3 podem se beneficiar desse cenário.

O mercado financeiro parece ter abraçado mesmo as criptomoedas. Algo que pode representar uma continuidade nas altas, ao mesmo tempo que algumas delas já estão no radar da SEC.

PROBLEMAS FISCAIS E ENDIVIDAMENTO

O maior problema que vejo é a questão fiscal, que está bem crítica aqui no Brasil. A dívida bruta do país saiu de 76% do PIB para mais de 90% em menos de um ano, e deve bater 100% em breve.

Esse problema de endividamento não é algo exclusivo do Brasil. Vários países desenvolvidos tem o mesmo problema como já falei, mas o caso deles é diferente.

Desde os anos 90 que dizem que o Japão vai quebrar e nada aconteceu. Tanto ele como os EUA tem um endividamento louco. O primeiro tem mais de 200% e o segundo mais de 100% do PIB. 

Mas ainda assim eles têm muito mais fôlego fiscal para aumentar sua dívida do que o Brasil. Enquanto nossa expectativa de taxa de juros daqui a 10 anos está perto de 8% hoje, a deles está na faixa de 0%. Alguma dúvida em quem o mundo confia mais?

Tivemos governos recentes com pegadas keynesianas estimulando gasto estatal achando que poderíamos gastar de forma similar a China para crescer de forma parecida.

Mas na China as coisas funcionam. A burocracia chinesa é baseada em meritocracia, eficiência e produtividade. Aqui, não. Nossas estradas, pontes, aeroportos e metrôs passam décadas para serem concluídas, (quando são concluídas), nossos hospitais sofrem falta de medicamentos e por aí vai...


Essa é a minha visão mas claro que há sempre um gráfico para "comprovar" o cenário que você aposta. 

NO PESSOAL E PROFISSIONAL

Há um assunto que por vezes me pego escrevendo mas acabo desistindo. Alguns colegas até sugeriram pra eu falar disso no blog.

É o maior medo em 11 de 10 funcionários de estatais: uma palavra que começa com PRI e termina com ZAÇÃO...

Acho que até sou capaz de fazer uma análise bem pragmática pois tento ao máximo não defender um grupo político ou ideológico. O Batalha Way of Life se trata de tentar ao máximo agir com racionalidade.

Mas a polarização está tão grande e chata hoje que procuro evitar falar disso pois sei onde pode parar, mas sei lá... quem sabe um dia eu resolva escrever sobre.

E por que falo disso aqui num post de expectativas? Porque, como funcionário de uma estatal, seria uma das poucas coisas que hoje poderia me afetar de forma considerável. Então vamos lá.

Melhor cenário

Ninguém privatiza nada nem interfere no dia a dia de trabalho do Zé Batalha 

Zé Batalha continua batalhando só esperando as próximas batalhas...

Pior cenário

Rola a privatização...

Ultraliberais, ancaps e escola austríaca de economia pegam o Zé Batalha pelo pescoço. Mas perceba em seu semblante que nada vai quebrar a harmonia dele.

Quanto mais analiso a questão mais otimista fico. Quanto mais persevero mais tranquilo eu fico. A única coisa que não tem mudado ano após ano é a perseverança do Zé Batalha.


Mas os batalhadores não se iludem. Esperam pelo melhor mas se preparam para o pior. Eles têm consciência do que é a vida, do que é o mundo, como diria o mestre Rocky Balboa: