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domingo, 17 de maio de 2020

Quando as coisas voltam ao normal no país e no mundo? E o dólar? E a Selic?


Crise fora do normal

O que todos os profissionais dizem: "Essa crise é diferente de todas as outras mas como todas ela vai passar".

Beleza, isso a gente já sabe. Mas quando tudo volta ao normal?

Bom, acho que vai depender:

1) Quanto tempo vai durar as medidas de isolamento
2) Se (e eu espero muito que não) virá uma segunda ou terceira onda de Covid 
3) Qual o impacto de todo esse tempo de quarentena nas economias mundiais e suas consequências que nem sempre são vistas de imediato
4) No caso do Brasil, temos que avaliar ainda não só o problema de saúde e economia, mas também a demissão de um ministro por semana, a crise política e etc... Todo dia um 7x1...

Por isso que quando Buffet fala "Never bet against America" somos um prato cheio para os memes do "Always bet against Brazil"...

Sim, mas quando tudo volta ao normal então? São tantas, mas tantas incertezas que a resposta é bem simples: Só DEUS sabe.

E o que o Zé Batalha faz? Eu procuro ter mais cautela no curto prazo mas não deixo de ser otimista no longo prazo. 


Taxa de juros e dólar fora do normal

Se for seguir a politica de metas de inflação a taxa de juros deve cair ainda mais apesar do BC não indicar isso. Temos juros de 3% hoje e o BC diz que vai a 2,25% e não pretende passar daí.

Do mesmo jeito que alguns anos atrás erraram ao não aumentar a taxa quando a inflação subia isso pode ser um erro agora também que só iremos saber no futuro. 

Mas pra quem acha que deve baixar muito mais ainda recomendo ouvir o que o Mansueto está falando:
  • Não haverá comprador de títulos brasileiros a uma taxa tão baixa assim;
  • Uma dívida de 90% do (PIB), nível que devemos chegar ou até passar este ano, é muito alta para um país que cresce tão pouco e com os fundamentos que temos;
  • O déficit primário pode chegar a 700 bilhões de reais e superar o nível de 9% do PIB este ano.
A tendência é do dólar aumentar ainda mais. 

Somos um país emergente que teria que pagar um prêmio maior. Se o prêmio diminui o capital em dólar sai daqui e com isso aumenta a cotação do mesmo.

Fazer o que? Mas...

Não há pressão inflacionária do dólar com essa alta. Assim como o mundo, vivemos uma onda de deflação pela impossibilidade óbvia de se consumir mais no momento. 

Tivemos deflação de 0,31% no país na última medição. Um dólar a R$6 é claro que assusta mas não vai acarretar tantos problemas nesse cenário em que estamos. Temos problemas piores. 


O que se vê no cenário atual que está fora do normal

Ainda acho que muitos ativos tem um descolamento da realidade, da economia REAL.

São mais de 23 milhões de desempregados nos USA, um número que ainda está aumentando. E as bolsas já estão se recuperando por lá... Isso não faz sentido

desemprego x ações
desemprego x ações - vê algo estranho?


E se os balanços das empresas no 1T20 foram ruins pegando só uma parte do período de pandemia, não tenha dúvidas que o 2T20 vai ser muito pior...


Se eu fosse apostar como em como vai ser, eu diria que vai ser algo assim parecido com a crise das ".com" em 2000, algo não muito bom no horizonte de 2 anos...

crise das .com em 2000
Crise das .com em 2000


E só não vai ser pior pelo fato do FED ter usado todo seu arsenal disponível para injeção de liquidez.

E eu espero estar bem errado pois se lá for assim, imagine aqui...


[Fonte dos gráficos: Fernando Ulrich]

domingo, 26 de abril de 2020

Psicologia e economia - A vida em tempos de corona...

Creio que a primeira coisa que devemos pensar nesse momento é tentar sobreviver, tanto literalmente como financeiramente. Precisamos cuidar da gente, dos nossos parentes e principalmente nossos coroas.

Agradeço todo dia a Deus por poder estar com minha mulher e filha e todos com saúde. Se não podemos sair, podemos dar mais atenção e acompanhar melhor o desenvolvimento da nossa filha nesta fase.

Ainda temos emprego, podemos trabalhar de home office recebendo em dia e por isso temos ciência que somos muito privilegiados. Então tentamos fazer a nossa parte mantendo o pagamento da nossa empregada doméstica mesmo sem ela poder vir trabalhar.

Eu acho que não há outra opção no momento a não ser ficar em casa. Mas quem sou eu para julgar quem não tem condições de ficar parado e precisa correr atrás de ganhar dinheiro para dar de comer a sua família. E como devemos ser gratos a toda essa turma dos serviços essenciais que não tem escolha.


Como lidar com este momento?

Não sou psicólogo, mas essa é uma grande batalha para todo o planeta, um grande desafio para a sanidade mental de todos. Tem dias que estamos bem, outros dias nem tanto.

Iisso é ainda mais difícil para pessoas que moram sozinhas, que sofrem de ansiedade, entre várias outras situações...

As atividades domésticas aumentaram e precisamos conciliar tudo pois o trabalho continua só que agora remoto.

Como gosto de ficar em casa que estou levando numa boa até então. Tenho tentado me distrair lendo livros, assistindo filmes, jogando PS4 e no final de semana tomando umas curtindo as lives...



Ainda sobre esse março tenebroso

Algo que me impressionou bastante foi que o comportamento do investidor pessoa física foi bem diferente do que pensei em um momento de quedas tão altas. Ao invés de debandar, grande parte deles tirou da Renda Fixa pra aportar na Renda Variável.

Houve um aumento da base de CPFs na bolsa de valores de 15% em relação a fevereiro. Só eu conheço 3 colegas que começaram a investir em ações no mês passado.


Por conta da incerteza do momento, pensei em reforçar meu caixa para emergências mas ainda assim dentro do possível tentar aproveitar oportunidades que explicarei melhor no próximo post.

Reduzi 0,5% de participação em COGN3 depois do último resultado por conta da dívida estar muito alta mas ainda boto muita fé no case e passei para RAIL3, que começou como uma aposta mas hoje já é uma realidade, opera com lucro e em franco crescimento.


O futuro cada vez mais incerto...

As incertezas são incontáveis. Ninguém consegue ter a menor ideia de quanto tempo as medidas de isolamento devem prosseguir com uma margem de segurança confiável, se ou quando haverá uma segunda onda e qual o impacto.

As bolsas globais já perderam em valor de mercado cerca de 11x o PIB do Brasil. E ainda não temos ideia de todas as consequências que surgirão do que estamos vivendo hoje.

Pela primeira vez desde que tive o primeiro batalha móvel vou passar um mês sem abastecer. Eu sou apenas um de centenas de milhões de pessoas e empresas que fazem o mesmo. Isso explica por que os contratos futuros de petróleo chegaram a valores negativos, algo inimaginável até então.

Eu me considero um cara otimista mas cada vez mais fica a impressão de estarmos no início da pior recessão da história, mesmo com todos os estímulos...


E nossa economia?

Uma economia ainda mais frágil, rombo fiscal enorme, com estimativas de déficit para 2020 em cerca de 8 por cento do PIB e se a necessidade do país crescer era grande ela se tornará vital agora.

O Tesouro já estava com dificuldades de colocar títulos de dívida no mercado antes da crise, o que só piorou agora. Nenhum governo tem capacidade de se endividar infinitamente e controlar a inflação ao mesmo tempo.

Os juros devem cair de 3,75% pra 3% e já há quem diga que pode chegar a 2%. Se isso se confirmar, meu amigo, haja interveção do BC para o dólar não passar de R$6...



Brasil, o país da trêta

Enquanto praticamente todos os países tentam resolver suas diferenças em prol da luta contra o coronavírus aqui nós infelizmente temos um ambiente de conflito sem fim o tempo todo...

Taleb deveria estudar o Brasil para ver como é possível aguentar tantos cisnes negros: Covid, queda do petróleo, demissão de ministros a todo momento...

Tudo que eu tinha recuperado na Carteira Batalha neste mês eu perdi na sexta passada... rs


É um grande desafio mas espero que a gente esteja mais forte depois disso tudo.
Que Deus ajude o nosso país...

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Coronavirus - Covid19 - Isolamento ou não?

Após vários estudos e análises, esse é o parecer oficial da Escola Batalha de Assuntos Contemporâneos.

Hoje já podemos dizer com toda certeza que quem menosprezou o vírus se deu mal. Fizeram campanha pra Milão não parar e hoje o prefeito pede desculpas pelo erro, para citar só um exemplo.

Até o dia 19/3 muitos faziam chacota dos estudos do Imperial College que previam milhões de mortos (mais precisamente 2,2M no EUA e 500K no Reino Unido), só esqueceram de mencionar que esse estudo considerava que os governos NÃO IRIAM FAZER NADA, deixar a própria população se contagiar e se imunizar com o tempo. Adivinha só o que aconteceu logo depois que eles viram o tamanho do problema? Abandonaram a ideia.

Donald Trump, um dos maiores defensores globais do retorno ao trabalho anunciou a prorrogação do isolamento social nos EUA até 30 de abril. Desistiu, portanto, da meta de normalização até a Páscoa e já anunciou dias difíceis durante essas semanas. Boris Johnson chegou até a ir pra UTI ...

Quando você até esses caras abandonando a ideia, é porque não parece haver outra alternativa mesmo. Será que se eles tivessem se antecipado a situação seria menos crítica?


A questão não é comparar o corona com gripe, acidente de carro, dor de barriga como muitos vem fazendo aí. O problema é que sistema público de saúde nenhum deve dar conta de atender tanta gente com esse nível de isolamento solicitado, imagina sem nenhum.

O Covid-19 mata e interna de 10x a 15x mais que uma gripe comum. Não vai morrer gente só desse vírus, vai morrer muito mais de outros problemas pois não vão conseguir ser atendidos com a superlotação.

Sim, eu sei que a economia, vidas, empregos e possibilidade de caos e desordem social estão em jogo. Mas sim a economia já está ferrada de um jeito ou de outro e sim o governo está injetando dinheiro mas não vai chegar para todos na proporção que precisam. A única coisa que ainda pode ser feita é tentar diminuir a quantidade de mortos.

Em termos de economia eu sugiro a leitura desse artigo do Alexandre Schwartsman, que segue alinhado com o que eu penso.

Agora claro, depois que tudo isso terminar vai ter centenas de especialistas publicando um estudo X ou Y pra dizer que sem isolamento tudo seria melhor e etc mas a verdade é que a gente nunca vai saber.

E dado o pouco que sabe ainda desse vírus, sem vacina e sem cura... hidrocloroquina tem ajudado muito, mas não é milagre, virou o nióbio do momento...


E isso não quer dizer que não é para não fazer nada. O próprio ministério da saúde já começa a estudar o momento como deve proceder na fase pós-isolamento.

Já vi estudos que apontam que primeiro, se faz esse isolamento total da população, que dure de 15 a 30 dias no mínimo. Depois quem se contaminou não transmite mais a doença e se corta a subida quase vertical da curva de infectados, aí se inicia o isolamento para os grupos de risco, para que a economia volte a girar. [Fonte]

Como li recentemente: "Esse é o problema do Brasil: queremos os benefícios dos países desenvolvidos, mas continuamos nos comportando como terceiro mundo. Queremos os benefícios do lockdown mais brando da Coréia do Sul, mas sem antes parar o contágio da epidemia e sem investir como eles. Queremos o bem estar social da Alemanha, mas não queremos fazer os 6 anos de superavit que eles fizeram."


Sim, a OMS errou feio (todos erram) ao acreditar nos dados da China, e já errou em várias outras coisas mas é a fonte mais confiável no momento não é a toa que praticamente todos os governos mesmo tardiamente estão adotando essa posição. Se a gente não seguir recomendações da OMS, vai seguir de quem? Do presidente de Belarus?

Aí eu pergunto, quem está adotando uma posição diferente da recomendação da OMS nesse momento? Quem vai pagar pra ver dadas as circunstâncias?

Aí alguém pode falar... Ah mais tem uns países ali da Ásia que não fizeram isolamento e estão muito bem. Sim, mas cada caso é um caso...

Será realmente que a gente pode se comparar com Japão, Coreia do Sul e Singapura? Deixa eu falar aqui somente dos 2 primeiros:
1 - São países com território menor e portanto de mais fácil controle
2 - Extremamente mais organizados
3 - Recursos, contas e sistemas em dia para atender a população
4 - População tem hábitos de higiene quase que obsessivos, diferente do brasileiro que toma muito banho e pouco lava a mão
5 - Já usam máscaras no dia a dia há muito tempo mesmo antes do corona até porque vivem com ameaças de vírus (SARS, gripe suína entre tantas outras que surgiram por lá)
6 - Não tem costume de muito contato físico com os outros, diferente da gente que só se fala se pegando, se abraçando e se beijando
7 - Os caras são hiperdisciplinados. Governo mandou estão obedecendo.

A gente tem que se comparar é com países maiores, tipo os EUA, que mesmo não tendo as favelas da gente, nós pelo menos temos um sistema de saúde pública mesmo que longe do ideal. E olha a situação que eles estão. E ainda não estamos nem na metade da história, infelizmente...

Profissionais fazem assim: