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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Sobre baterias de smartphones, seu uso e o Xiaomi Mi 9T, o melhor custo-benefício que já tive

Faz muito tempo que a Escola ZB de Tecnologia não aparece aqui. E esse post está no forno faz anos, então lá vai.

Algo que sempre questionei em termos de evolução tecnológica foi a durabilidade das baterias dos aparelhos que usamos ainda hoje. É fato o quanto a tecnologia avançou em tudo, mas as baterias a meu ver não avançaram no mesmo pace durante esse tempo.

Não são muitos os smartphones que duram ou pelo menos têm baterias razoavelmente funcionais por mais de 3 anos, o que acaba sendo o principal motivo para a compra de um novo aparelho.

2019 - THE XIAOMI FACTOR

Pois então, comprei um Xiaomi Mi 9T ao final de 2019. Ele funciona muito bem até hoje, pasmem, 6 anos depois.

O fato de ele não ser meu aparelho principal há 3 anos talvez ajude, mas o que tratarei nesse post mostrará que ainda assim ele é consideravelmente bem usado.

E POR QUE 2 SMARTPHONES, ZÉ BATALHA?

Preciso gerenciar as contas das corretoras que tenho investimento e também a poupança que o Batalha Pai constituiu durante sua vida, cujos rendimentos são o complemento de sua aposentadoria, que sem eles não seria o suficiente para bancar as despesas dele e da Batalha Mãe.

São valores maiores do que movimentamos em uma conta corrente. Conhecendo bem o país em que vivo, isso me fez tentar adotar medidas de segurança maiores: ter um smartphone que não sái de casa apenas para acessar essas contas.

Lamentavelmente...

Além disso, ele serve também como backup caso eu tenha algum problema com o smartphone de uso principal.

2022 - MOTO G200 5G - MEU ÚLTIMO MOTOROLA

Então em agosto de 2022, comprei este aparelho para iniciar o plano que acabei de relatar. Por sinal, ele tem ótimas especificações até hoje: Snapdragon 888, 8GB de RAM e GPU Adreno 660.

O problema é que um dia, em julho de 2024, a bateria (que já estava estranha) pulou de 14% pra 4% do nada e o bicho apagou. Achei que tinha morrido, mas voltou a funcionar horas depois.

Todo dia um 7x1 pro peão...

Instalei o AccuBattery nele:

Bateria Moto G200

O resultado foi lamentável. Verificando a bateria, já estava dilatada, rachando até o plástico da tampa traseira do smartphone.


Apressei a compra de um novo aparelho, quando verifiquei que de vez em quando, a bateria zerava aleatoriamente em alguns momentos. 

Providenciei a troca da bateria dele por uma nova por R$170. E passei pra frente, vendendo pela OLX. Interessante que ao pesquisar outros anúncios do mesmo aparelho vi várias fotos com a capa traseira trincada, igual a minha. Muito provavelmente um erro de projeto da empresa.

Já tive problemas com outros Motorolas, por isso não pretendo mais comprar desta marca. Por outro lado, os modelos de entrada parecem dar menos problema, pelo menos na minha experiência. A Batalha Mãe teve um Moto E6 Play, comprado em 2020, que ainda funciona e hoje está com o Batalha Pai.

O GUERREIRO MI 9T

Relembrando, comprei esta máquina em dezembro de 2019. Nunca me deixou na mão.

Desde a pandemia, quando começou meu vício costume de escutar podcasts/youtube lavando louça, ele já até levou vários pingos de água e seguiu forte.

Ele tem o recurso de segundo espaço, muito útil pra quando a Batalha Filha joga seus games sem interferir no meu perfil principal. Já vi ela jogar por quase 1 hora com a bateria iniciando em menos de 35%!

Certa vez fiz um outro teste: Passei 3 dias fora e deixei ele aqui no modo avião. A bateria do Mi 9T foi de 40% a 10%.

2024 - SAMSUNG S24

Adquiri um Samsung S24 ao fim de 2024. E ele realmente é ótimo, o celular mais top de linha que já comprei. 

Contudo, ele fica praticamente empatado com o Mi 9T no alcance do Wi-Fi. Fiz testes do banheiro do meu quarto para o roteador (a maior distância no apto) e o S24 não conseguir vencer um smartphone de 2019 nesse aspecto impressiona.

CONSUMO DE BATERIAS iOS x ANDROID

Sempre fiquei intrigado porque a bateria do Iphone 13 da minha esposa descarrega apenas 2% enquanto a do meu S24 perdia na faixa de 7-8%. Então fiz um breve estudo.

A CPU Exynos do S24 consome mais energia em modo ocioso que o A15 Bionic do iPhone 13. Além disso, o iOS é bem agressivo ao limitar processos em segundo plano. Quando o aparelho está em repouso, ele “congela” quase todos os apps, suspendendo o uso de CPU, rede e sensores.

Para atenuar isso, configurei no meu S24 o perfil SONO para ativar das 00:00 às 06:00: ativei economia de energia, desativei always on display, ativei modo avião (isso fez a maior diferença), mas com wi-fi ligado. Melhorou, mas ainda descarrega 4-5%, ainda longe da eficiência do iOS nesse aspecto.

Mais recentemete descobri que o S24 com o Exynos 2400 que eu tenho tem uma eficiência energética pior do que a versão com o Snapdragon, como é bem explicado no vídeo deste fera aqui.

CONCLUSÃO

Se você quer um smartphone top sem pensar muito e tiver grana pra gastar vá de Iphone. Se quiser analisar um pouco especificações e prezar pelo custo-benefício eu recomendaria um Xiaomi. Sei que há várias outras ótimas opções, mas falo aqui das experiências que tive.

Eles são bons

Por que então não comprei o Mi 9T 14 ao invés do S24? Pensei até em fazer isso, mas na época não consegui um custo-benefício tão bom (nesse tempo os Xiaomi pareciam ser mais baratos) comparado a promoção que peguei no S24. Com um preço melhor eu certamente teria optado por ele.

O Mi 9T foi o melhor celular disparado em termos de custo-benefício que eu já tive. A bateria dura muito mais do que as minhas melhores expectativas. E segue com especificações muito interessantes até hoje.

Por fim, recomendo esse artigo que trata sobre saúde de baterias de smartphones.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Produtividade, redes sociais e eleições

Com a evolução da internet e smartphones surgiu todo esse vasto leque de serviços para agilizar a nossa vida. Conseguimos resolver muita coisa hoje de forma mais rápida com uma mensagem de whatsapp ou um simples toque em um aplicativo.

Mas ao mesmo tempo, vivemos uma era de dependência desses aparelhos que me impressiona cada vez mais.

Não é à toa que o próprio Google e a Apple estão trabalhando para te informar com detalhes o tempo que você passa no seu aparelho e olha que para eles o objetivo principal sempre foi te prender ao máximo no seu Iphone/Android.

Isso me fez refletir o quanto de tempo passo no meu smartphone e/ou nas redes sociais e outros desses serviços afins.

Que eu lembre, tenho atualmente: 2 contas de e-mail (fora a do trabalho), facebook, twitter, instagram, whatsapp, aqueles que considero os "devoradores de tempo" principais.

Claro que não dá pra dizer que todo tempo usado em redes sociais é inútil. É bacana rever amigos, acompanhar algumas novidades, enfim, tirar o que há de bom delas.

O problema é quando passamos horas e horas ininterruptas, virando praticamente refém desses aparelhos e redes sociais.


Um dos maiores devoradores de produtividade: WhatsApp

Reforço mais uma vez o quanto o Whatsapp quebra nosso galho, aplicativo indispensável em qualquer smartphone. Mas tanto pode ser usado pra ganhar como para destruir o seu tempo, simplesmente por um dos recursos principais dele: os GRUPOS.



Pra começar, um grupo geralmente é criado para um determinado objetivo que nunca é cumprido. Seres humanos costumam gostar de conversar bastante...

Aí você tem: o grupo da família, o do futebol, o do trabalho, o da equipe do trabalho, o da igreja, o da associação. Vai sair pra comprar pão para lanchar? Pode ter certeza que alguém vai criar um grupo pra organizar essa missão.

Pode ser que boa parte do problema de não gostar desses grupos esteja em mim mesmo. Tenho colegas que silenciam seus grupos e simplesmente ignoram aquilo. Já eu parto do princípio que se estou num grupo, mesmo silenciando, é porque ali vai ter mensagens que podem ser importantes.

Quando se está em dezena de grupos é quase impossível acompanhar todas as imagens e videos que são postados. A não ser que você dedique nisso um tempo que muito provavelmente poderia ser usado para coisas muito mais relevantes na sua vida.

Ainda mais naqueles grupos que todo dia tem centenas de mensagens, e dezenas de participantes. E se entra sempre em assunto polêmico, como o das eleições?


Eleições e redes sociais

O que costuma ocorrer muito: nesses grupos de centenas de mensagens, acaba surgindo uma mensagem sobre algo que você queira se pronunciar, ou contestar. Aí você pode ignorar (seria o ideal, já tentei e consegui algumas vezes) ou entrar na polêmica e dependendo da empolgação (meu caso, principalmente se eu tiver tomado umas) pode acabar distribuindo voadoras.



Isso vale não só para o whatsapp, mas para facebook, twitter e qualquer rede social. Faz mais de 5 anos que tenho tentado entender melhor esse meio político, mas vi poucas discussões em que se chegasse a uma conclusão ou algum aprendizado, por isso tenho evitado cada vez mais elas.

Aí quando você dá por si, passou meia hora, 1 hora, 2 horas, discutindo sobre algo que não se chega a lugar algum. Talvez até tomando o seu tempo de trabalho, ou estudo, ou exercício físico. Enfim, qualquer coisa vale mais a pena do que isso.

Por isso hoje minha rede preferida é o instagram. Ele não é orientado a "textão" e lá eu nunca postei e nem quero ver nada sobre política. Só quero ser feliz curtindo fotos de coisas legais... rs

Mas aí você diz: é muito importante debater sobre política, nesse momento crucial que vivemos blá blá blá... Pois vá lá cara, boa sorte. MAS EU NÃO QUERO!


O que fazer então

Se você consegue silenciar o grupo e ignorar mensagens, ótimo, não precisa fazer nada...

Agora se você tem um perfil parecido com o meu e quer fazer valer seu tempo, fica a dica: Saia de todos os grupos que não sejam tão importantes ou que tenham mais mensagens do que você possa acompanhar, inclusive o da família, se tiver mensagens demais distraindo tua atenção.

Vale ressaltar apesar de ser óbvio: Não é porque você saiu do grupo da família que você é menos digno dela. Sua família sempre existiu, antes mesmo do Whatsapp. Vivi a época do ICQ, MSN Messenger, Orkut e todos se acabaram. Um dia pode ser o Whatsapp...

Às vezes parece que ao sair de um grupo, algumas pessoas se ofendem e levam pro lado pessoal. Haja paciência. Há coisas mais importantes para o Zé Batalha se preocupar na vida.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Emulador do Android SDK no Ubuntu 16 - Resolvido

Recentemente passei por alguns problemas para fazer funcionar o emulador do Android SDK instalado juntamente com o Android Studio 2.3.3 em máquinas Ubuntu de onde trabalho.

Configuração das máquinas:
Intel® Core™ i7 CPU 870 @ 2.93GHz × 8
8GB de RAM
Ubuntu 16.04 64bit

A princípio, uma configuração suficiente pra rodar o Android Studio, mais precisamente o emulador que dava problema. Tanto na minha como nas máquinas de 2 colegas.

Depois de muitas pesquisas na documentação do Android Studio, stackoverflow e outros sites relacionados chegamos à solução do problema.

Android Studio no Ubuntu

Problema:

Antes de chegar na questão, passamos por outras situações, tais como a solicitação de instalação do Intel HAXM (Hardware Accelerated Execution Manager) ou KVM (Kernel-based Virtual Machine), configuração de BIOS para habilitar a virtualização do processador, entre outros.

Após pesquisas vimos que era algo bem comum. Com vários relatos, inclusive de casos que funcionavam antes, mas não após o upgrade pra versão 2 do Android Studio.

Após a resolução das configurações iniciais citadas, chegamos num ponto em que o emulador é iniciado, mas dá crash, às vezes logo de início, às vezes no início do carregamento do sistema operacional.

Um das causas do problema parece estar relacionada à interface gráfica Unity, já que vimos soluções em que a mudança para o Mate resolveria, mas não era algo aplicável ao nosso caso.

Cheguei a pensar se o fato de usar um processador Intel de 1ª geração poderia ser complicador também, já que no meu notebook com processador de 5ª geração (i5-5200U) e 8GB de RAM o emulador rodou normalmente.

Solução:

Inicialmente, a CPU precisa suportar uma das seguintes tecnologias de virtualização:
  • Intel Virtualization Technology (VT, VT-x, vmx) extensions
  • AMD Virtualization (AMD-V, SVM) extensions (Linux only)
A chave de tudo é fazer funcionar o processo de aceleração

1) Aceleração de hardware

Ao usar aceleração de hardware seu emulador deve rodar mais rapidamente, mas o problema que temos é que exatamente por tentar usar isso que o erro ocorre. Muito provavelmente você está usando o driver SL Nouveau. Ele acaba tornando a renderização gráfica mais lenta ou ocasiona o crash.

Solução: atualizar/modificar o driver da placa de vídeo. No meu caso a placa era uma GeForce 8400. Bastou reverter para o driver do fabricante nvidia-340 que já estava até instalado, mas não em uso.

2) Se ainda assim não der certo... usar Aceleração via software

Aceleração via software é útil somente se o computador não dispõe de drivers gráficos compatíveis com o emulador. A imagem do Android deve ser criada definindo a opção Emulated Performance: Graphics como 'Software' para assim não usar a GPU do host. Mesmo com esse procedimento só funcionou a versão Lollipop do Android no nosso caso.

Além disso foram necessários mais alguns comandos:
  • Instalação de bibliotecas:
sudo apt-get install lib64stdc++6:i386
sudo apt-get install mesa-utils
  • Copiar pastas lib, lib64 e qemu da pasta emulator para tools dentro de $ANDROID_SDK.
  • Renomeia pasta:
Na pasta '$ANDROID_SDK/emulator/lib64': 
mv libstdc++/ libstdc++.bak
  • Linca pasta do emulador pra pegar as bibliotecas do sistema
Na pasta '$ANDROID_SDK/emulator/lib64': 
ln -s /usr/lib64/libstdc++.so.6 libstdc++
  • Para rodar o emulador via linha de comando:
Na pasta '$ANDROID_SDK/tools$:
 ./emulator -list-avds
Na pasta '$ANDROID_SDK/tools$:
 ./emulator -use-system-libs -avd Nexus_5X_API_22

Em alguns casos não precisa do -use-system-libs. Em outros dá pra rodar direto do Android Studio.

Em qualquer dos casos, se prepare que muita memória vai ser consumida. Nem 8GB é o bastante quando uma aplicação está rodando e com navegadores e outros programas abertos.

Observação: você não pode rodar uma VM dentro de outra VM como VirtualBox ou VMWare. Você deve rodar o emulador diretamente do seu hardware.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Bug no Moto G após atualização para Android 6

Há algumas semanas atrás, minha prima me pediu ajuda com um problema que o seu celular Android estava apresentando. Ela tem um Moto G (não lembro se 2ª ou 3ª geração). Após a atualização para o Android 6 ocorria o seguinte:

-Não exibia mais as notificações dos aplicativos. Por exemplo, as mensagens de whatsapp chegavam, mas não aparecia a notificação na parte superior da tela.
-Impossibilidade de restaurar padrões de fábrica (algo que tentamos fazer quando não vimos solução para o problema acima). O botão ficava desabilitado. Aliás, ainda bem que ficava desabilitado, pois evitaria um contratempo maior tendo em vista que a solução é bem rápida.

Solução:

Algo bem simples, mas meio difícil de descobrir. Basta ir em Configurar -> Usuários. Entrar como o usuário Convidado, o que vai fazer imediatamente as notificações surgirem. Depois basta voltar para a sua conta de usuário principal que a exibição de notificações estará normalizada.
Ainda não sei ao certo quais modelos podem apresentar esse problema. No Moto G 2ª geração da minha esposa e no meu Moto X conseguir atualizar para o Android 6 sem problemas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Internet Wi-Fi muito lenta no Moto X e/ou Android Lollipop - Resolvido

No mês de julho de 2015, tive um problema com a minha internet wi-fi, que será detalhado neste post. Tenho internet GVT 25Mb que me atende muito bem em todos os dispositivos, inclusive simultaneamente:
  • CPU
  • Notebook
  • Tablet
  • Celular Moto X [Lollipop] e Moto G[Kitkat] (meu e da minha esposa)
  • PlayStation3
  • 2 TVs Smart (Samsung e LG)
Em resumo, simples navegações, downloads, YouTube, Netflix, games online, enfim tudo funciona perfeitamente bem de forma que poucas vezes tive algum problema.

O Problema

Há pouco mais de uma semana, passei por um dos problemas mais estranhos que já vi na rede local da minha residência.
Ao conectar o meu Moto X de 2ª geração à rede Wi-Fi, percebi que em alguns momentos a internet ficava muito lenta. Cheguei a fazer testes em que alguma páginas chegavam a demorar cerca de 60 a 90 segundos para ser carregadas, exatamente como mostrado no vídeo abaixo:

http://www.stevenf.com/downloads/iphone-6-moto-x.mp4

Ao receber uma visita de parentes, pude perceber que todos os celulares do pessoal, tais como Samsung Galaxy e Iphones não apresentavam este problema. Juntando todas as peças cheguei a seguinte conclusão: o problema não podia ser atribuído somente a minha rede, já que todos os dispositivos citados até agora não apresentavam lentidão, exceto os nossos celulares Motorola; mas também deveria haver alguma mudança recente ocorrida na rede ou na configuração do meu roteador, visto que meu Moto X não apresenta este problema ao conectar em outras redes Wi-Fi.

A Solução

Depois de muitas pesquisas e muitos testes e mudanças de configuração no celular e no roteador, este artigo resolveu os meus problemas:

http://forums.androidcentral.com/lg-g4/542447-slow-wifi-fixed.html
Que nos remete a este outro link
http://phandroid.com/2015/05/13/comcast-wireless-gateway-lollipop-bug/

Em resumo, o problema parece ocorrer não só nos celulares da Motorola mas também em outros modelos com a versão Lollipop do Android (e pelo que vi depois, versões anteriores também). A causa do problema é que o celular tenta solicitar um endereço IPV6 do roteador e nesse momento ele não consegue conversar com ele por algum motivo. Logo, ou você desabilita o ipv6 no seu roteador (opção que não tenho, pois não desbloqueei meu roteador) ou desabilita o ipv6 no Android, o que me pareceu mais simples e rápido do que mexer em toda uma infraestrutura já funcional.

Atualizado dia 07/08/2016:
O problema não ocorre somente em celulares Motorola. Foi reportado que até o momento o bug já ocorreu em outras modelos de outros fabricantes também: Positivo S480, Zen Fone, XPeria Z2, Galaxy J5, Galaxy S7.

A solução dada pelos links acima foi instalar o DNSET, que cria uma VPN que vai forçar o celular Android a conectar usando IPV4. Não necessita nem rootar o seu aparelho. Na descrição do aplicativo, ele afirma que configura o seu aparelho pra usar os servidores DNS do Google (8.8.8.8, 8.8.4.4) e o app desliga após a VPN ser estabelecida. Eu cheguei a tentar configurar manualmente meu DNS pros do Google, mas o problema de lentidão persistiu, sendo resolvido somente com o DNSET mesmo.

Algumas pessoas não confiam muito nesse aplicativo pelo tráfego ter que passar por uma VPN, apesar de segundo o desenvolvedor, e até onde pude analisar com o traceroute, o tunelamento é feito localmente. Na verdade, não deu pra entender por completo o funcionamento, mas caso não queria usar o aplicativo existe uma outra forma de se resolver o problema seria editando um arquivo de configuração para desabilitar o IPV6, conforme explicado neste link:
http://www.reddit.com/r/Android/comments/2z1gyo/fix_lollipop_wifi_issues_and_coincidentally_the/

Concluindo, comecei a utilizar o DNSET em casa e não tive mais problema de lentidão. Em outras redes Wi-Fi que não tenham esse problema (a grande maioria) basta desabilitar o mesmo. Em 27/09/2015, percebi que Acredito que a GVT modificou alguma configuração na sua rede, pois já faz mais de 1 semana que o problema não mais ocorre.

Estas são outras soluções mais completas, conforme dicas recentemente dada nos comentários [Atualizado dia 29/08/2016]
1) O aplicativo Disable IPV6, mas seu aparelho precisa de root
2) Se tiver um roteador Wi-Fi antigo, conecte esse roteador na saída do roteador principal. Crie uma segunda rede Wi-Fi (sem IPV6) com outro nome e conecte nesta os dispositivos Android que possuem a falha. A rede principal ficaria para os outros dispositivos. Esse roteador secundário fica em modo roteador e não em modo access point.

Análise técnica do problema [Atualizado dia 24/08/2016]:
Após alguns ótimos comentários do André Lange, resolvi atualizar o post com uma análise mais detalhada do problema feita por ele, além das novas soluções já listadas acima. Pra quem quiser uma análise ainda mais apurada, sugiro que confiram os comentários dele nesse post. O fato é que o Android tem um bug no IPV6, mas especificamente no seu protocolo da camada de enlace NDP. É incrível como até hoje esse bug do Android ainda não foi corrigido, o que tem prejudicado bastante a migração para IPV6.
"No momento em que você conecta o smartphone em uma rede WiFi com IPv6, a navegação em IPv6 funciona normalmente durante alguns minutos. Passados esses minutos, o celular para de responder ao protocolo NDP, mesmo o roteador enviando inúmeras requisições de Neighbor Solicitation para o endereço IPv6 do celular. Isso faz com que o roteador WiFi pense que o celular não está mais presente na rede e assim os pacotes que chegam para o endereço IPv6 dele não tem para onde ir (o roteador não sabe qual o MAC associado àquele endereço IPv6 ou essa informaçao já expirou) e são descartados. Os pacotes IPv6 gerados pelo celular continuam indo para a internet. São as respostas que não retornam ao celular pq ele deixa de responder o protocolo NDP, que é fundamental." Uma das soluções apontadas pelo André (veja nos comentários) é setar o MAC do smartphone manualmente através de um script.
E qual a real importância da adoção do IPV6? "O acesso IPv4 com NAT (tradução de endereços no roteador para permitir compartilhamento de um endereço IP entre várias máquinas) já criou inúmeros problemas e dificuldades para os usuários. Por exemplo, a necessidade de configurar port forwarding nos roteadores para jogar online, baixar torrent, fazer acesso remoto ou simplesmente pra obter a qualidade total nas chamadas de audio/vido em apps como o Skype. Acontece que com a exaustão dos endereços v4 públicos (a internet cresceu e os números acabaram) isso já está piorando, pois os provedores não tem alternativa senão implantar mais uma camada NAT no próprio provedor (CG-NAT) e amontoar diversos clientes atrás de um único endereço IP. Como nós usuários (mesmo os mais avançados) não temos acesso administrativo a esse NAT do provedor, não temos mais como fazer port forwarding e os programas que faziam automaticamente isso por nós (via UPnP) também não conseguem mais fazer. A qualidade do acesso em v4 vai piorar cada vez mais com esse CG-NAT, ficando muitos usuários bloqueados em algum site porque o endereço IP que eles compartilham no provedor teria sido alguma vez utilizado de forma maliciosa/fraudulenta no acesso à esse site. A única solução de longo prazo para tudo isso é a implantação do IPv6, que por ter uma quantidade muito maior de endereços disponível elimina a necessidade de compartilhamento de endereços (NAT)."