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domingo, 23 de outubro de 2022

CARTEIRA ZÉ BATALHA 3T22 - A recuperação inesperada: -0,59% no ano

Depois dos vários desabafos nos posts anteriores (risos), vamos voltar agora ao que realmente importa nesse blog.

É sempre interessante rever o que escrev antes sobre o que imagino que vai ocorrer. Ao final de junho achei que a gente em breve ia ter um grande crashCom o resultado de julho eu já demonstrava algum otimismo, chegando a pensar que as coisas não eram tão ruins assim.

Apesar do ótimo desempenho da CZB nesse 3º trimeste como mostrarei abaixo, eu não me animo com o que deve vir por aí. Os sinais de perigo são muitos. Ou seja, penso que essa melhorazinha aí nada mais é que o famoso dead cat bounce:

Você vê o bixane dando esse pulo mas foi só cadáver dele que quicou no chão ... :(

JUROS AMERICANOS E CENÁRIO GLOBAL

Como disse o Márcio Fontes, eu também penso que no futuro um dos maiores erros da história será a afirmação do FED de Jerome Powell indicar que a inflação era transitória e não ter cuidado do problema o quanto antes. O preço deve ser alto não só para o USA, mas também para o mundo.

Quanto mais analiso a situação, mas acho que o problema está longe de ser resolvido. Dados de inflação a cada divulgação se mostram mais preocupantes.

Começamos o ano com projeções de 0,5% na taxa de juros norte americana e nesse momento essa projeção já está em 4,5%. E mesmo com esses sucessivos aumentos a inflação não está sendo contida. Desemprego ainda baixando e o core da inflação que continua aumentando, em 6% agora. 

Cito com minhas palavras o que o comentou o Pedro Cerize nesse episódio do Stock Pickers:

Imagine as empresas com dívida no balanço captada a 0% + spread do passado. Quando essas dívidas vencerem e eles forem rolar com juros a 5% + o novo spread que também aumentou, vamos estar vendo uma situação em que elas estariam deixando de pagar um juro de 3% e passar a pagar de 7 a 8%! Se não ganhou dinheiro até ali, ela quebra agora. Do outro lado o credor emitia dívida a 3% achando que ele ia pagar. Mas a 7% ele não empresta mais pra esse cara pois percebe que ele já está quebrando. É nesse momento que a quebradeira deve começar.

Essa molezinha de dinheiro fácil acabou

E o FED não parece ter outra alternativa. Vai precisar dessa quebradeira pra poder controlar a inflação por mais doloroso que possa parecer.

Na Europa, além dos juros altos tem a crise energética. O aumento nas contas de luz e gás está cada vez mais tenso. Recessão deve vir mais forte ainda por lá.

Para complicar ainda mais, temos a situação geopolítica mundial: Russia x Ucrânia, a treta China-Taiwan-USA, que proibiu exportação de chips de última geração pra China, entre tantas outras que decorrem delas. No pior caso podemos ter um problema muito pior do que algo inerente a economia.  Não consigo lembrar em minha vida de um cenário tão tenso como o atual. Que Deus nos proteja.

BRASIL

Ao contrário da década de 80 não temos uma dívida externa para tornar o problema da alta de juros norte-americana pior aqui. Naquela época a treta foi muito grande para todos os países que estavam nessa situação. Hoje pelo contrário, temos boas reservas.

Contudo, apesar de o Brasil estar mais avançado no processo e se falar já em queda de juros no futuro, não podemos nem de longe garantir isso. Uma alta desenfreada nos juros americanos pode provocar o mesmo movimento no nosso lado também.

CARTEIRA ZÉ BATALHA

Um trimestre bem surpreendente. Após os 4,83% em julho, 4,15% em agosto e 0,67% em setembro, a CZB vem zerando as perdas, ficando quase que flat no ano, com -0,59% de performance. Patrimônio vem crescendo só pelos aportes mesmo.

O interessante da CZB é que a porrada em USA e Criptos (mesmo a alocação sendo baixa) é o que tá puxando o rendimento geral pra baixo 📉. RF, Ações e FIIs estão 📈

2022 até o fim de setembro:

CZB-Ações [Aloc: 33%]: 11,14% x 4,97% IBOV

CZB-FIIs [Aloc: 20%]: 12,47% x 6,63% IFIX

CZB-USA [Aloc: 11,5%]: -33,54% (em reais)

CZB-Cripto [Aloc: 2,5%]: -61,15%

CZB-RF [Aloc: 33%]: 9,29% x 9,51% TD-Selic 2027


ONDE APORTAR NESSES MOMENTOS?

Ainda parafraseando o Cerize:

"Baseado na alta imprevisibilidade atual que vivemos, se você tiver um pouco de ações de commoditties (tem algumas pagando cerca de 20% de dividendos), alguns titulos de inflação mais longa (pagando 6% + IPCA), e um pouco de CDI (quase 14% a.a.) você deve se dar bem em um cenario de dolar a R$4,30 ou R$6,00."

Na CZB tenho quase tudo isso. Só não o TD IPCA longo, mas devo voltar a aportar no mais curto de 2026 mesmo, sujeito a menor volatilidade e com um resgate mais próximo.

Natural eu querer comprar nesses momentos de baixa em USA quando se vê essa classe tão longe da meta de alocação que eu defini. Cheguei até a aportar um pouco nos últimos meses lá, mas tenho me controlado e procurado fazer mais caixa na RF por tudo que já citei.

Cada vez mais duro pro ZB saber onde aportar

A regra é clara: Lucros caindo (o que deve ocorrer com a recessão que vem chegando) e juro subindo causa tendência de baixa na bolsa. E então pode propiciar preços melhores para aporte no futuro.

E como falou também o Márcio Fontes: "Basta pensar que: se todas as altas na bolsa americana que tivemos nos últimos anos foram por conta da baixa de juros e QE/injeção de dinheiro então deve ser muito óbvio que à medida que isso for acabando realmente haverá algum impacto."

Até quando dura? Essa é a pergunta que o mundo todo se faz neste momento.

Em breve, antes do fim do ano, o tão adiado post sobre a realocação da CZB que deve detalhar mais a estratégia a ser seguida a partir de agora.

sábado, 6 de agosto de 2022

CARTEIRA ZÉ BATALHA - Estava ruim antes mas agora bom demais pra ser verdade: +4,83% em julho e -5,19% no ano

Esse post seria pra falar das realocações da CZB e resultado no primeiro semestre, mas me atrasei e então percebi que o mês de julho foi muito melhor do que eu esperava. Como diria o poeta: "é melhor ser feliz do que ser triste", então vou me aproveitar disso pra divulgar meu resultado.

E enquanto escrevo isso e vejo a valorização já ocorrida na primeira semana de agosto, penso que está bom até demais pra ser verdade... 

Como todo bom peão, Zé Batalha fica logo desconfiado quando vê as coisa melhorando...

Em tempos como esse, realmente é de se animar ver um mês de julho onde a grande maioria dos ativos da CZB-Ações e CZB-USA valorizaram.

Chega a ser até engraçado todo o pessimismo que escrevi no post anterior. Adoro ler esses meus posts onde escrevo o que acho que vai ocorrer... risos... mas o certo é que a história ainda está sendo escrita.

DESEMPENHO DA CZB

Como diria meu amigo gestor da Carteira Damaia: sola muita sola muita em junho, mas quem não levou? CZB rendeu -3,46% no mês de junho e -9,56% no ano de 2022 até então.

Percebi navegando pelos blogs dos outros batalhadores da finansfera que em junho a CZB caiu mais do que a maioria por conta da exposição em USA e criptos que muitos deles não tinham.

Aí chegou julho e tudo ficou mais bonito: +4,83% no mês e -5,19% no ano. Destaque do mês para a CZB-Ações com +7,09%, quase zerando as perdas dela no ano e batendo os +4,69% do IBOV. E aí a exposição em USA e cripto ajudou bastante, pois esta última valorizou 41%!

Me impressiona ver a CZB rendendo -5,19% no ano, menos ruim que muitos desses aí... risos 

BOLETIM MACROECONOMICO BATALHA - ATUALIZAÇÃO

Começando pelo Brasil, tudo indica que chegamos ao fim do ciclo de aperto monetário com o mais recente aumento da Selic para 13,75%. Tudo indica que teremos no máximo mais um aumento de 0,25%. Mas penso que ainda deve demorar bastante pra começar a baixar os juros.

BC britânico adota maior alta dos juros desde 1995, a inflação americana passou de 9% no ano em junho e no último anúncio, o vetera Powell aumentou em 0,75% a taxa de juros e sinalizou que a inflação parece estar chegando num teto... mas será mesmo?

O certo é que o FED (e creio que todos os bancos centrais) sempre tenta passar um tom mais otimista e confiante para não apavorar os mercados. Quando analisamos os índices de inflação americana vemos que ela parece ainda longe de ser controlada.

Uma coisa que ficou clara nos últimos anos é que esses modelos baseados na curva de Philips não conseguem prever nem de perto o que vem a acontecer. 34 de 35 analistas previram inflação de 4% ao ano nos USA ao contrário dos 9% que temos hoje. O modelo é falho pois não consideram o choque de oferta, a impressão desenfeada de dinheiro, etc. 

Não é tão diferente do meu modelo mental falcão que aposta que a Selic vai chegar a 15% ou do meu bet que o São Paulo vai vencer por 3x2 o América-MG. 

O que eu posso dizer é que eu não confio nessa estimativas e não perco meu tempo me aprofundando sobre isso e muito menos me baseando nelas para uma tomada de decisão.

Como tratei no último post sobre economia, quanto mais analiso o cenário macro mas eu acho que a bolsa americana deve cair ainda mais e daí vem a desconfiança do ZB quando vejo tantas altas. 

Boto mais fé no que o vetera Larry Summers falou aí. Não sou tão pessimista quanto ele, mas certamente não estou otimista como o FED. Ainda mais quando vejo o relatório de emprego que acabou de sair bem acima do esperado, o que indica uma chance de maior aumento dos juros na próxima reunião do FED.

E por sinal, recomendo esse excelente post sobre a inflação que vivenciamos hoje, um problema mundial, fato.

DECISÕES TOMADAS EM RELAÇÃO A CZB

A decisão que já havia tomado de aportar mais em RF acaba por ser uma forma de fazer mais caixa, mesmo não sendo a minha intenção principal. Caso role essas quedas que imagino, poderia me aproveitar dele. Caso não role, ele rende cerca de 1% ao mês. Pra mim tá bom.

Há sim um risco de insolvência no Brasil com os gastos atuais na tentativa de reeleição e os possíveis gastos em 2023 dependendo de quem vença as eleições, mas ainda acho bem pequeno, até porque a arrecadação tem aumentado, muito bom pras contas públicas.

O momento mais propício para entrar forte em USA seria quando o FED indicar mudança de postura no aperto monetário, mas como é difícil acertar o timing penso que seria melhor ir aportando com frequência nas quedas que vierem a surgir.

Mesmo que seja assim... risos...

E o que eu deveria aproveitar em RV? Aquelas empresas TOP que caíram demais tanto lá fora como aqui. No próximo post devo detalhar mais a ideia.

Tenho me animado a aumentar alocação em FIIs. Quem já entende um pouco disso sabe que não se deve ter muita expectativa no aumento da cotação deles (normalmente o contrário do que se espera das ações), não precisa se preocupar tanto se tiver escolhido um FII minimamente sólido, mas sim em aportar o máximo que puder para aumentar o recebimento de proventos.

O momento de aumentar a meta de RF para 40% (hoje em 35%) está próximo. E isso não vem muito do cenário mundial, mas sim da minha vida, da realidade. Com o avanço da família, minha idade e dos Batalha pais, torna importante se ter reservas líquidas maiores.

Comprar TD IPCA 2026 em breve fica cada dia mais interessante. 6% + IPCA ao ano garantidos até agosto de 2026 e caso precise vender antes pode ganhar ainda mais quando chegar a virada na curva de juros.

Como citado nesse artigo concordo que o TD-IPCA pode ser uma ótima opção, desde que não seja dos mais longos. Interessante notar que por mais que a taxa de juros esteja aumentando para controlar a inflação, o consumo pode aumentar por conta dos cortes de impostos e pacotes de auxílios, que devem estimular a demanda e com isso puxar a inflação pra cima. 

Ou seja, o BC puxa a corda para um lado tentando controlar a inflação e o governo puxa para o outro lado, injetando dinheiro e estimulando o consumo. Nada impressionante aqui, políticos fazem de tudo para se reeleger. Cada um defende o seu. Segue o jogo.

E AS CRIPTO?

Nos últimos bear markets de bitcoin (2013, 2015 e 2018), ele caiu 80%, parecido com o que vemos agora. Não acho que ele vai se acabar, mas podem sofrer ainda mais com o que vier a ocorrer nos USA. Assim como os BCs, as criptos que foram heroínas antes, são as vilãs do momento.

Esse artigo que o greenBerkie compartilhou mostra muito bem como foram esses bear markets que citei. Recomendo a leitura.

POR FIM, O FAMOSO LONGO PRAZO

São momentos como esse que não podemos esquecer dele. Não vender desesperadamente, não interromper o processo. O maior erro, a meu ver, é não estar exposto aos benefícios do longo prazo. 

domingo, 26 de junho de 2022

Inflação e aumentos nas taxas de juros mundiais - Bolha prestes a estourar? - Até onde tudo vai cair?

Depois de um bom tempo sem postagens, Zé Batalha está de volta.

THE BATTLE OF INFLATION

Um assunto constante e que deve continuar por um bom tempo aqui, mas trazendo para a nossa realidade: a única forma do peão lutar contra essa inflação é tentar compensar do lado da receita (claro se ele tiver essa oportunidade) e é isso o que venho tentando fazer.

Minha cara assim que chego no supermercado. Inflação medonha é essa.

THE BATTLE OF RECLASSIFICATION

Foram 2 meses de muita perseverança para mim e vários colegas de trabalho na luta para passar em um processo de reclassificação aberto pela empresa. Por isso estive mais ausente no blog.

Obtive 8 certificações e fiz um exame de proficiência de inglês nesse período. O que eu podia fazer eu já fiz, resta só aguardar se vai dar certo. 

Zé Batalha x Inflação

AUMENTO DA TAXA DE JUROS AMERICANA - O TAMANHO DO PROBLEMA

Depois de uma certa animação no último post em abril, a dura realidade parece que veio à tona.

Tenho estudado cada vez mais o cenário macroeconômico para entender a situação atual. E quanto mais analiso mas penso que as coisas devem piorar mais. Tentei até ser otimista no início do ano, mas não deu... rs

Podemos estar vendo o desmonte de algo que não começou na pandemia, mas sim em 2008, com essa política de estímulo dos mercados patrocinada pelo FED, massivas quantidades de dinheiro injetadas na economia americana até 2021. 

Agora parece muito óbvio e talvez não houvesse outra escolha, mas lá atrás é de estranhar que no meio de tantos "excelentes" economistas defendendo impressão desenfreada de dinheiro ninguém foi capaz de prever que teríamos uma inflação fora de controle a seguir. 

O coroa Jerome Powell focado na missão de imprimir dinheiro

Tanto o FED como o BCE imprimiram moeda equivalente a 2 gerações e parece que não sabiam que isso traria consequências inflacionárias. No caso do FED, foi um estímulo fiscal da ordem de 40% do PIB!

Agregado monetário USA (2008-2021). Repare no que ocorreu na pandemia.

Todos os banqueiros centrais parecem ter subestimado esse choque inflacionário. É a maior inflação das últimas 4 décadas nos USA e em boa parte dos países europeus. O Walmart teve a pior queda em um dia desde 1987: 17%. Não estão conseguindo repassar essa inflação.

Isso já parecia um problema em 2021 mas os BCs estão começando a agir só agora. ATÉ O JAPÃO tem hoje sua "tão sonhada" inflação.

Há uma pressão política muito forte para combater a inflação e com isso o jeito é aumentar a taxa de juros. O impacto deve ser grande, empresas vão quebrar, bolsas devem seguir em queda, tanto que o S&P já entrou em bear market oficial (tecnicamente, quedas maiores que 20% em relação ao pico do período). 

USA estão em pleno emprego. algo muito bom. mas para combater a inflação o preço a ser pago será o aumento do desemprego (#curvadephilips). A maioria dos modelos diz que ele tem que aumentar MUITO os juros para conter essa inflação.

Talvez só uma recessão é o que venha a trazer a inflação de volta aos eixos. Há quem acredite no "soft landing" (controlar o problema sem recessão) mas acho difícil.

E então esse mundo maluco de juros negativos parece chegar ao fim. Nunca tivemos taxas de juros tão baixas por tanto tempo e trilhões de dólares investidos nelas. 

E agora vemos um FED “hawkish”, que parece reconhecer ter demorado a subir os juros, menos otimista com crescimento e disposto a agir com uma política monetária mais restritiva, combatendo a inflação com tudo que pode, conforme vimos em sua recente alta de 0,75 pontos, a maior desde 1994.

É um duplo aperto monetário: aumento da taxa de juros e venda de títulos, reduzindo a quantidade de dinheiro no sistema.

Uma hora a conta chega, uma hora a festa tinha que acabar. Normal. Assim funcionam os ciclos econômicos, que podem ser bem agressivos, tanto pra cima como pra baixo...

E DAQUI PRA FRENTE - ATÉ ONDE PODE PIORAR?

Quando as coisas complicam, o dólar costuma subir, mais precisamente o dollar index. Mas não necessariamente o real vai desvalorizar na mesma proporção, vai depender do dinheiro que entra aqui.

Uma valorização do dólar causa problemas não só no USA mas no mundo todo, pois praticamente todo o mundo depende dele. Quando o FED aumenta seus juros, acabam levando outros países a fazerem o mesmo.

Com essa alta de juros o custo da dívida das empresas aumenta junto, o que pode ser o estopim para um crash. A guerra/tensões no Leste Europeu e a alta do petróleo pode agravar mais o problema. Sempre que o petróleo subiu demais uma recessão se instaurou. Se você juntar com a inversão da curva de juros fica ainda pior.

O quanto isso vai durar vai depender muito de até onde o FED vai seguir com essa política, o que vai ser ditado pelo crescimento da inflação.

Recomendo essa live que assisti com esse fera, que tem ganhado com a aposta na alta de juros USA. Assim como eu, ele acredita que os juros deverão subir mais do que o mercado precifica, que a inflação parece bem longe de ser controlada. Ele acha que o juro chega a 6%!

O que a Escola Zé Batalha pensa: que o FED deve aumentar juros até quebrar o mercado, e quando quebrar eles voltam a baixar os juros de novo; ou que o limite vai ser quando a taxa de 10 anos chegar a 5%-6%, o que talvez seria o ponto de virada nos ativos em RV. Não podem exagerar tanto no aumento da taxa de juros pois senão vai ficar muito difícil refinanciar a dívida deles, já a 120% do PIB. 

Se esticar demais quebra não só uma parte dos USA como do mundo. Acho que a bolsa cai até o FED mudar o discurso, sinalizar a reversão desse movimento, o que penso que deve demorar ainda. 

Antes o mercado chorava e o FED parava de subir juros, mas agora a inflação está tensa, e ele deixou claro que vai agir, mesmo atrasado.

BCs foram heróis por um tempo, agora serão vilões. A arma que foi usada por tantos anos agora é inútil, tendo em vista que juros baixos e injeção de dinheiro são exatamente a causa do problema atual.

Mas qual será o tamanho da porrada?

ESTIMATIVA DA ESCOLA ZB TENDO POR BASE O ESTOURO DA BOLHA DAS ".COM" 

Penso que não vai ser uma paulada seca, como foi o início da pandemia, com vários circuit breakers. Deve ser gradativo, com altas e baixas, derrubando tudo pouco a pouco...

Para tentar adivinhar o que pode acontecer precisamos entender o que ocorreu em um período similar e por isso trago o estouro da bolha no início dos anos 2000. Mas dê um desconto pra Escola Zé Batalha, pois como toda previsão é puro achismo, só coloco aqui pois o blog é meu e falo o que quiser... rs


Ou seja, uma queda de 75% em relação ao topo. A bolha das ".com" foi também o bear market mais longo da história, mais de 30 meses, superando até o da grande crise de 1929.

Apesar de hoje várias techs terem um negócio bem mais sólido, lucrativo e gerador de caixa (vide Microsoft, Apple e Google), ao contrário daquela época onde se vendia muita ilusão sem nada concreto, há uma questão macroeconômica complexa a resolver.

Então, trazendo para os nossos dias, o índice Nasdaq chegou ao topo de 16050 em 19/11/2021. Se ele perder os mesmos 75% vai para 4000, ou seja, de 11500 de hoje ainda tem muito pra cair. E se considerarmos o mesmo horizonte temporal essas quedas devem perdurar até 2023.

SERÁ???

CLARO que pode ser menos ruim que isso, mas também pode ser pior...

CLARO que estou falando aí só do Nasdaq (setor de TI), que tende a ser o mais afetado, mas ele vai puxar boa parte do S&P junto. 

E NO "BRAZIL"?

Situação fiscal aqui cada vez mais complicada com aumento de gastos característico em ano de eleição presidencial, pois todo governo faz de tudo pra se reeleger. Com isso expectativa de juros e inflação só aumenta.

No momento que escrevo Selic está em 13,25%, já com expectativas de novos aumentos. Seguro meu bet que ela chega a 15%.

Bom lembrar que a alta de juros daqui ainda nem refletiu a dos USA, o que nos obrigaria a aumentar ainda mais a nossa Selic pra acompanhar os constantes aumentos da taxa de juros. Acho também que a inflação, tida como controlada por muitos, pode demorar mais um pouco para ser contida.

Por outro lado, o Brasil já está bem avançado em seu ciclo de aperto monetário, então o real pode sofrer menos em relação a outras moedas de países emergentes nesse contexto, e talvez não precisasse subir tanto os juros como os outros.

Tem muita gente animada com a bolsa brasileira no menor P/L do século, ou seja, bem barata ao menos em teoria.


Mas as eleições estão pra chegar, e aí que o negócio pode ficar ainda mais louco. 

E COMO FICA A CARTEIRA ZÉ BATALHA?

Tema do próximo post, já engatilhado!

sábado, 9 de outubro de 2021

A teima eterna dos investimentos: Renda Fixa x Renda Variável

Zé Batalha reagindo à teima do dia

Uma teima que sempre costuma ocorrer com frequência nos papos sobre investimento com os considerados é a questão do que é melhor, o que mais vale a pena: Renda Fixa x Renda Variável. Motivado por debates recentes veio a ideia desse post.

Há pessoas que dizem que não faz sentido perder tempo com RV tendo em vista os altos juros (que voltaram com tudo) proporcionados no Brasil pela RF. Há quem ache que vale a pena ter alguma alocação em RV.

Quem quer provar que está certo escolhe um período que se adeque ao que acredita. O "histórico de atleta" do Brasil em RF desde o plano Real em 1994 rebate qualquer argumento ainda mais quando lembramos que a Selic chegou a 45% ao fim da década de 90. Mas no ano passado tivemos juros de 2% e aí a turma da RF se questionou por um tempo. 

Até mesmo eu estou priorizando já faz um bom tempo os aportes em RF, pois penso que a tendência da Selic é de subir ainda mais para conter a inflação que não é hoje apenas um problema local, mas sim mundial.

Voltando ao tema do post, para explicar o que realmente penso mostrarei a rentabilidade da Carteira Zé Batalha em 2, 5 e 7.75 anos pelo StatusInvest. Nos gráficos extraídos de lá comparo o desempenho da CZB com IBOV, IFIX, CDI e IPCA. Dados até setembro de 2021.

2 ANOS: CZB derrota todos! O desgraçado do ZB é um GÊNIO!

5 ANOS: CZB só não bateu o IBOV. Tranquilo, ZB... são poucos que batem o mercado.

7.75 ANOS: esse animal BURRO do ZB só ganhou da inflação e por pouco! Tão fácil ficar só na RF...

Deu pra ver que em um período curto você vai do céu ao inferno. E para quem investe focando no longo prazo como eu 8 anos é pouco ainda. Para mim isso não é uma corrida de 100, 400 ou 1000 metros. É uma maratona.

E o mais louco: o que menos investi, criptomoedas, foi o que me deu disparado o maior retorno: quase 2000%. Olhando pra trás é fácil dizer que deveria ter colocado tudo lá mas não me arrependo de ter colocado apenas 1% do meu patrimônio nisso, pois tenho consciência do altíssimo risco.

Algo que explica meu desempenho mais fraco quando considero o período completo é o fato de que os primeiros anos de investimento foram os que fiz as maiores besteiras: baixa diversificação, quando diversifiquei foi às pressas e de forma errada, entre outras coisas. Perfeitamente normal para quem está começando. 

A gente erra mais no início e adivinha só: ainda vamos errar muito eu e você. Assim é a vida, não só nos investimentos. O segredo é procurar aprender com esses erros.

Até o bom velhinho erra, quem diria pobres mortais como o Zé Batalha

Há quem ache um absurdo minha estratégia. Há pessoas que não aguentam ver cotações caindo. E tudo bem se o cara for assim, porque cada um pensa de uma forma. Uma das coisas mais imprudentes que um investidor pode fazer é querer replicar exatamente a estratégia de outra pessoa, pois no final vai acabar vendendo no prejuízo e perder dinheiro.

E QUEM ESTÁ CERTO ENTÃO? 

Estão certos todos aqueles que investem seguindo o SEU próprio perfil de investidor. O cara que prefere a RF e não gosta muito de RV pode se dar tão bem quanto um que pense completamente diferente. Tem quem gosta de investir somente em imóveis e pode se dar bem da mesma forma. E por aí vai.

O negócio é não fazer grandes besteiras: um all-in numa ação só, baixa diversificação, etc. O mais louco é que até quem age assim pode se dar muito bem num lance de sorte e quando isso ocorre ele ganha as capas dos jornais como se fosse um gênio dos investimentos...

Conheço gente que está 90% alocado em OIBR3 e se sente muito bem fundamentado e tranquilo. Eu NUNCA faria isso, mas o cara trabalha na área e está ciente dos riscos. Quem sou eu pra julgar.

O QUE IMPORTA NO FINAL DAS CONTAS

O que importa é construção de patrimônio. Não adianta ter as melhores rentabilidades se você não aporta constantemente. Quanto maior o aporte mais rápido você chega na sua meta, se não fizer grandes besteiras, é claro.

E como conseguir aportar mais? Ganhando mais, investindo na sua capacitação com um melhor emprego ou melhor negócio, através da PERSEVERANÇA.

Importa mais ainda aportar forte mas sem se privar das coisas que você gosta. Dinheiro é pra gastar (com responsabilidade) e você só tem uma vida.

No meu caso eu peguei gosto por analisar empresas, o que é indispensável para quem quer adotar uma estratégia buy and hold. Mas creio que a enorme maioria das pessoas não quer fazer isso. 

E tudo bem se não quiser. Não perca o tempo da sua vida fazendo algo que não gosta. Procure uma estratégia que se adeque ao que você vai conseguir fazer como investidor ou deixe tudo na renda fixa mesmo e não esquente a cabeça. Faça o que te faz feliz, campeão.

Não há uma estratégia garantida para se dar bem nesse mundo dos investimentos. Se houvesse estariam todos ricos. Todos nós estamos sujeitos às regras desse jogo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Preparando a Carteira Zé Batalha para 2022: O ano do Mad Max

"Calma... o ano de 2022 nem começou." Certamente, mas a preparação para os possíveis impactos na CZB já começou desde o semestre passado.

Pois tem um detalhe importante nessa história: será ano de eleição. Tento ser otimista e espero estar bem errado, mas com toda essa polarização creio que vai ser um saco, um período insuportável. 

Vão se preparando pois o ano do Mad Max deve ser tenso...

Falo isso já faz tempo com o meu chapa, que é gestor da CPM, mas...

Alguns acham que já começou...

Contudo não é sobre o ano ser legal ou não que vamos tratar aqui, e sim dos reflexos que toda essa turbulência pode causar na economia e nos nossos investimentos. Baseado nisso estou procurando posicionar a carteira para melhor suportar o que pode vir por aí. 

Tecnicamente nossa bolsa pode estar barata, mas já faz um tempo que diminui e hoje parei os aportes em ações, muito pelo fato da CZB já estar acima da meta de alocação nessa classe de ativos. O foco por um bom tempo tem sido e deve continuar sendo: renda fixa (no meu caso Tesouro SELIC), FIIs, e investimentos atrelados ao dólar.

COMO VAI FICAR A TAXA DE JUROS

O BACEN, cada vez mais hawkish, já praticamente jogou a toalha para o controle de inflação deste ano e vai lutar só por 2022 mesmo.

Já admite elevar a taxa Selic (hoje em 5,25%) para um patamar acima do neutro. Segundo a Escola Batalha de Economia ela deve fechar o ano acima de 8% com tudo que vem ocorrendo (e é muita coisa).

Falcão do BACEN levando os juros cada vez mais pro alto

IPCA tá lascando demais, muitos fatores que influenciam: combustíveis (barril do petróleo + OPEP) e dólar alto -> faz aumentar transporte público e frete dos produtos; commodities sobem junto com o dólar pois são cotadas nela -> isso incentiva o produtor a exportar e com a redução da oferta local o preço sobe ainda mais; para completar temos crise hídrica que influi na bandeira vermelha da energia mas também na produção de milho e soja, que são matéria-prima de rações que influenciam no preço das carnes. De bônus: a inflação de serviços vindo com tudo com a retomada e safras afetadas por geadas no centro-sul.

É tanta treta junta que até o xane se assustou

Daí já fica claro uma das minhas escolhas desde o início do ano: a boa e velha renda fixa no Tesouro Selic, que deve subir cada vez mais para tentar frear a inflação. Aqueles tempos de juros a 2% já se foram e não devem voltar tão cedo (se é que voltam).

Tesouro IPCA? Não ainda. Quero aguardar o momento que a expectativa da taxa de juros volte a ser de queda, algo que deve demorar. Pois assim posso ganhar tanto se manter o título até o vencimento como posso ganhar ainda mais no caso de vender o mesmo antes.

INVESTIMENTOS ATRELADOS AO DÓLAR

Ter ativos dolarizados não quer dizer torcer contra o país. Significa sim uma proteção para sua carteira além da possibilidade de estar em um mercado financeiro muito mais desenvolvido.

Claro que a supracitada alta da taxa Selic contribui para -> entrada de mais dinheiro no Brasil  -> consequentemente a valorização do real -> o que provocaria uma queda na cotação do dólar. Então, por que entrar nessa?

Exatamente pelo que falei no início: o 2022 turbulento que devemos ter, que deve fazer o real apanhar muito do dólar, compensando esse movimento contrário que deve vir pela alta da Selic. 

Na verdade antes mesmo do ano do Mad Max chegar, o real vive levando surras por conta desse cabaré que é o nosso cenário político...

Algo bom que ocorreu foi que a Dívida/PIB deve ficar na casa dos 80% ao invés dos 100% que eram esperados devido a uma recente melhora na arrecadação propiciada em boa parte pela inflação. Apesar do que descobri que tecnicamente esse valor deveria ser 95,7%, seguindo os critérios internacionais e não 88,4% conforme o último cálculo citado no vídeo lincado. Tudo isso devido a metodologia usada e nosso "histórico" de falconismos...

E quais as opções para investir em dólar? São várias, das quais destaco: bolsa estrangeira, criptomoedas (mas não muito), ou caso não queira ter trabalho de abrir conta em corretora do exterior, tem os nossos ETFs que replicam índices da bolsa americana (tipo IVVB11, etc.). Só não recomendaria os BDRs da nossa bolsa.

E por fim, se eu estiver bem errado em relação ao futuro e meu cenário não se concretizar, tenho a chance de ganhar com a alta da bolsa brasileira.

FIIs

Já fui fazendo posição em FIIs desde o 1º semestre. Com a recuperação da economia e a crescente redução das medidas restritivas (se Deus quiser) teremos um retorno aos shoppings e escritórios (nem que seja em parte neste caso), o que deve fazer os rendimentos mensais voltarem aos patamares de antes da pandemia.

Pode ser que a chance de comprar cotas mais baratas seja agora, pois no momento que as coisas estiverem normalizadas o preço deve ser bem maior. Pode ser que as cotas venham a cair ainda mais por conta do cenário nacional ou que venham a subir já que não devem mais tributar os rendimentos dos FIIs, ao contrário dos dividendos das ações (parece que vai ficar em 15%). Então parte da turma que investe pensando em renda passiva migraria das ações para os FIIs. Tudo pode ser...

CENÁRIO ATUAL

Uma vantagem que temos é que 95% da nossa população quer se vacinar, enquanto na Europa e EUA esse percentual fica em 60% a 70%. O que pode piorar (e Deus nos proteja disso) é o surgimento de variantes mais contagiosas que podem levar ao surgimento de novas mutações mais resistentes às vacinas.

As constantes tretas políticas e incertezas em relação às variantes puxaram para baixo as cotações em agosto. O cenário atual de inflação crescente puxa a taxa de juros para cima e com isso faz muitas pessoas venderem RV para voltar para RF. Muitos entraram na bolsa após ver a taxa de juros nas mínimas e talvez não estejam preparados para o cenário atual. 

Sobre as criptomoedas, penso que esse tipo de irracionalidade pode fazer elas subirem ainda mais.

Na sexta-feira passada teve Jackson Hole. O bom velhinho Jerome Powel anunciou que a festa continua, ou seja, os $120 bi mensais de estímulo ainda não serão reduzidos com o intuito de retornar a economia ao pleno emprego, pois acham que a inflação nos USA é temporária. Com isso os mercados  de lá se acalmaram muito e seguiram em alta.

Na CZB a gente continua reinvestindo os proventos e aportando o dinheiro que sobra, seguindo sempre a estratégia de alocação, independente do que vier: Mad Max, Thanos, White Walkers, Terceiro Impacto, Apocalipse Zumbi, etc. 

Venha o que vier, vocês não vão quebrar a harmonia do Zé Batalha

Mas nunca esqueça que essa pandemia foi mais que o suficiente para explicar a todos nós que não adianta se apegar totalmente a previsões, óbvio que incluindo as minhas. 

sábado, 5 de junho de 2021

IBOV nas máximas. Agora vai ou é só ilusão?

Encerramos uma semana de muita euforia com o IBOV de volta ao topo, mas será que tudo isso se justifica?

Zé Batalha analisando os dados...

Normal se animar um pouco, mas nunca fique eufórico. Já diria os mestres: "O que mata o homem é a empolgação".

O QUE HÁ DE POSITIVO?

Um dos maiores drivers de todo esse otimismo foi a alta na estimativa do PIB e isso é ótimo. 

O carry trade (captar a juros baixos para investir em um local com juros altos) voltou a ser interessante (diferencial aumentou) por conta da recente alta da Selic que deve aumentar ainda mais 0,75 na próxima reunião. 

Com isso o dólar tende a cair por conta da maior entrada de capital estrangeiro aqui. Esse movimento se provou mais forte que o problema fiscal, pelo menos nesse momento. 

Enquanto escrevo isso o dólar fechou a R$5,05, algo impensável a meses atrás. Será que dura essa queda? Espero que sim. Ajudaria a pressionar nossa inflação para baixo.

O QUE PODE FAZER TUDO PIORAR?

Sempre é bom lembrar que temos um desemprego em níveis muito elevados ainda. 

Haverá uma terceira onda? Quem sou eu pra adivinhar mas cheguei a dar isso quase como certo ao analisar o ritmo de vacinação. Só que hoje me questiono pois eu pensava que não iria me vacinar nem antes do 4º trimestre, pois estou no fim da fila (com toda razão, pois tenho 42 anos) mas já vejo previsões de que eu possa me vacinar já no mês que vem.

Será que esse ritmo de vacinação será o suficiente para evitar uma próxima onda? Ainda acho difícil mas Deus ajude que sim.

Há uma chance do país ter a maior seca em mais de 100 anos. Imagina se no momento em que a economia começar a sair do buraco, isso se confirmar. Seria como um "segundo meteoro". Um possível racionamento travaria o crescimento e o aumento no preço da energia poderia puxar mais a inflação para cima levando os juros na mesma leva.

Ameaça de inflação norte americana vem surgindo com frequência. O mestre Michael Burry já fala faz alguns meses dessa ameaça e já fez seus aportes se preparando pra isso e outras coisa mais....

Um cara que você deve escutar

Ele vivia mandando alertas na sua conta do Twitter mas a SEC calou o cara. Ele teve que apagar tudo e acho que até saiu da rede social. Pra quem quer conferir os arquivos basta conferir essa conta.

O que é diferente da situação atual em relação a 2008? Agora o dinheiro vai direto pra mão do peão ao contrário de 2008, quando era colocado na conta dos bancos. E os programas de incentivo continuam sendo aprovados, o que faz a ameaça ficar cada vez maior...

O QUE HÁ DE DIFERENTE?

Vi dados que apontam que o Brasil botou 8% do PIB em auxílio emergencial, o que fez a quantidade de pessoas em situação de pobreza extrema reduzir de 5,5% pra 1,7%. Era inevitável que isso provocasse um aumento na inflação local.

Coisas muito loucas também ocorrem lá fora. Nos EUA, algumas unidades do Mcdonalds estavam pagando 50 dólares só para o sujeito comparecer na entrevista e agora estão dando Iphone pra quem se mantiver no trabalho por 6 meses.

CARTEIRAS DECOLANDO

A CZB teve quedas fortes recentes por conta das cripto, mas a recuperação tem sido grande esses dias por conta da alocação em ações. Mais uma época boa para ostentar resultado de carteiras... rs

Citando carteiras de amigos e parentes com quem converso, vejo também que a CSB (Carteira Senhora Batalha), CPR e CPM também estão decolando. Tento ajudar com as minhas sugestões quando solicitadas, mas minha intenção principal é tentar poupar eles dos erros que cometi até então.